Imagem de satélite permite avaliar impacto de rompimento de barragem

Em observação aos territórios impactados pelo rompimento das barragens da mineradora Samarco em 05/11/2015, a GEO Airbus DS coletou uma imagem SPOT 6&7 de  1,5 metros de resolução,  em 06/11/2015, recobrindo a região de Bento Rodrigues, distrito de Mariana, MG via programação emergencial Instant Tasking.

O comparativo para o impacto da ocorrência é feito com uma imagem coletada em 14/06/2015, também SPOT 6&7 1,5 metros. Veja a comparação das imagens entre as duas datas, a mancha marrom da água barrenta aparece claramente na imagem de 06-11-2015.

Barragens Samarco_Instant Tasking

 

O que é o INSTANT TASKING

É uma modalidade de programação de tomadas de imagens emergênciais, quando é necessário acesso prioritário aos satélites Pleiades. (Acesse o  video)

 

Área de interesse reduzidas:  máximo de 20km x 20km
Possibilidade de acessar as próximas órbitas dos satélites
Pléiades 1A e Pléiades 1B
Solicitação de programação enviada diretamente ao satélite
Prioridade absoluta e máxima para uma única passada
Imageamente, produção e entrega automatizadas e em tempo recorde.
Parâmetros de aquisição
Sensores escolhidos: Pléiades 1A/ 1B
Sem limite de ângulo de visada (até45°) para aproveitar todas as oportunidades
Sem garantia de porcentagem de recobrimento de núvens.

 

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Esta publicação foi escrita por Laurent Martin, formado em Agronomia e com Mestrado em Sensoriamento Remoto Aplicado no Reino Unido, é responsável pela direção da EngeSat.

PEC (Padrão de Exatidão Cartográfica) do atributo geométrico

Este artigo é a continuação do artigo deste mesmo Blog: PEC, o que é e como aplicar? [Parte 1]. De forma mais completa e exaustiva, veja os conceitos teóricos a seguir:

Segundo o § 4° do item 2. do Art. 8° do Decreto nº 89.817, de 20 de junho de 1984, os termos Desvio Padrão (DP), Erro Padrão (EP) e Erro Quadrático Médio (EQM) devem ser considerados como sinônimos. Visando expor de forma clara, precisa e concisa os conceitos relacionados com a qualidade posicional desejada para os Produtos Cartográficos Digitais (PCD), as novas especificações técnicas dos produtos cartográficos digitais utilizam os termos precisão e exatidão. Como consequência, há a necessidade de se esclarecer a relação entre os termos desvio-padrão e preclusão (ou exatidão), para manter íntegra a intenção do legislador no estabelecimento dos Padrões de Exatidão Cartográfica previstos no Decreto 89.817, de 20 de junho de 1984.

Monico et al. (2009) realizaram uma rigorosa revisão conceitual desses termos, analisando as definições de diferentes pesquisadores, com atuação destacada nos ramos das Ciências Geodésicas e Cartográficas, no Brasil e exterior. Segundo os autores, a definição original de Gauss para acurácia relaciona os efeitos sistemáticos e aleatórios dos erros nas medições, enquanto a precisão se relaciona apenas com seus efeitos aleatórios, o que pode ser resumido na seguinte afirmação: “o termo acurácia por si só envolve a medida de precisão”.

Ainda segundo os autores, não é necessária a análise conjunta da acurácia e precisão de produtos cartográficos, sendo suficiente somente a análise de sua acurácia, pois esta engloba a tendência e a precisão dos erros. Em suas conclusões os autores citam: “Não faz sentido dizer que um valor acurado é preciso ou não, pois a precisão faz parte da própria definição de acurácia”.

Sendo assim, na presente norma, e nas que nela forem baseadas, utilizar-se-á os termos Acurácia Posicional Absoluta (APA) e Exatidão Cartográfica (EC) como referência na avaliação da acurácia ou exatidão de um produto cartográfico, sendo o DP (ou EP, ou EQM) uma de suas componentes. Com isso, procura-se manter a intenção do legislador de garantir a qualidade dos produtos cartográficos do SCN, e possibilita-se o estabelecimento de parâmetros de sua avaliação.

O nível de exatidão posicional do atributo geometria de um objeto geográfico ou espacial depende diretamente da exatidão posicional esperada para um produto cartográfico. Assim, o processo de aquisição deve gerar uma geometria com exatidão posicional igual, ou superior, à do produto cartográfico final. A exatidão na aquisição é igual a do produto cartográfico digital final, pois, após a aquisição vetorial de um elemento qualquer, sua geometria não é mais alterada nos processos posteriores.

O objetivo deste tópico é apresentar os valores referentes ao Padrão de Exatidão Cartográfica dos Produtos Cartográficos Digitais (PEC-PCD), extraídos da Especificação Técnica dos Produtos de Conjuntos de Dados Geoespaciais (ET-PCDG). Estes valores são propostos para os produtos digitais produzidos após a publicação da ET-PCDG e complementam os estabelecidos, para produtos impressos, no Decreto nº 89.817, de 20 de junho de 1984. Este tópico não pretende apresentar os estudos que conduziram ao PEC-PCD. Estes estudos são apresentados no Anexo “A” (Estudos sobre os elementos de qualidade dos produtos da cartografia digital) da Especificação Técnica de Controle de Qualidade de Produtos de Conjuntos de Dados Geoespaciais ET-CQPCDG.

Para que um produto digital possa ser aceito como produto de Referência do SCN, e consequentemente para a INDE, a exemplo do previsto para o PEC (produtos impressos em papel), noventa por cento (90% ou 1,6449*EP) dos erros dos pontos coletados no produto cartográfico, quando comparados com as suas coordenadas levantadas em campo por método de alta precisão, devem apresentar os valores iguais ou inferiores aos previstos ao PEC-PCD, devendo ainda apresentar os valores de EP também iguais, ou inferiores, aos previstos nas tabelas deste tópico.

As escalas abrangidas no presente capítulo são: 1:1.000; 1:2.000; 1:5.000; 1:10.000; 1:25.000; 1:50.000; 1:100.000 e 1:250.000. Os produtos digitais foram classificados em 4 classes (“A”, “B”, “C” e “D”), tendo como norteador o Decreto 89.817, de 20 de junho de 1984. Para as escalas não abrangidas por esse decreto foram realizadas extrapolações, mantendo-se os valores previstos do PEC Planimétrico e do PEC Altimétrico. Para alguns produtos cartográficos digitais foram determinados novos valores com base nos trabalhos de Merchant (1982), ASPRS (1989) e Ariza (2002).

Na Tabela 1, o PEC-PCD Planimétrico e o EP das classes “B”, “C” e “D” correspondem, nessa ordem, as classes “A”, “B”, “C” do PEC Planimétrico previstas no Decreto nº 89.817, de 20 de junho de 1984.

A Tabela 2 estabelece o PEC-PCD para os Modelos Digitais de Terreno (MDT), de Elevação (MDE) e de Superfície (MDS) e para os Pontos Cotados. Os valores previstos para a classe “A” (PEC-PCD) foram definidos a partir de adaptações dos estudos realizados por Merchant (1982) e ASPRS (1989), nos quais o PEC-PCD = 0,27*Equidistância do produto cartográfico e o EP = 1/6*Equidistância do produto cartográfico. As classes“B”, “C” e “D” do PEC-PCD correspondem, em ordem, as classes “A”, “B”, “C” do PEC Altimétrico previstas no Decreto 89.817, de 20 de junho de 1984.

Na Tabela 3, o PEC-PCD Altimétrico e o EP das classes “A”, “B” e “C” correspondem, respectivamente, às classes “A”, “B” e “C” do PEC Altimétrico previstas no Decreto 89.817, de 20 de junho de 1984.

Tabela 1 – Padrão de Exatidão Cartográfica da Planimetria dos Produtos Cartográficos Digitais

Tabela 1 PEC

Tabela 2 – Padrão de Exatidão Cartográfica Altimétrica dos Pontos Cotados e do MDT, MDE e MDS para a produção de Produtos Cartográficos Digitais

Tabela 2 PEC

Tabela 3 – Padrão de Exatidão Cartográfica da Altimetria (curvas de nível) dos Produtos Cartográficos Digitais

Tabela 3 PEC

(1) Valores determinados, ou adaptados, com base nos valores do PEC Planimétrico previstos no Decreto 89.817, de 20 de junho de 1984.
(2) Produtos Cartográficos Digitais, baseado nos valores utilizados pelo “Ordinance Survey” e “National Joint Utilities Group” do Reino Unido, extraídos de ARIZA (2002, pág. 87, no qual Exatidão Cartográfica = 0,28 mm na escala do produto cartográfico e EP = 0,17 mm na escala do produto cartográfico).
(3) Valor calculado levando-se em consideração os erros existentes nos processos de medição de pontos apoio e de fototriangulação.
(4) Valores do PEC-PCD iguais a 1 equidistância e EP de 3/5 da equidistância do produto cartográfico.
Para o caso de produtos convertidos do meio analógico para o digital, é desejável que esse processo mantenha o padrão original do PEC. Como isso nem sempre é possível, deve-se degradar a classificação do produto cartográfico da seguinte forma:
Se PEC = A, então PEC-PCD = “B” ou “C”;
Se PEC = B, então PEC-PCD = “C” ou “D”; e
Se PEC = C, então PEC-PCD = “D”;
Se PEC = Não disponível, então PEC-PCD = Não disponível.

 

Fonte: EXÉRCITO BRASILEIRO, DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, DIRETORIA DE SERVIÇO GEOGRÁFICO Especificação Técnica para a Aquisição de Dados Geoespaciais Vetoriais (ET-ADGV) Editoração e impressão pela Diretoria de Serviço Geográfico do Exército Brasileiro, 2ª Edição, 09 agosto 2011

 

Este artigo foi dividido em duas partes. Continue a leitura na publicação PEC, o que é e como aplicar? [Parte 1]

 

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Esta publicação foi escrita por Laurent Martin, formado em Agronomia e com Mestrado em Sensoriamento Remoto Aplicado no Reino Unido, é responsável pela direção da EngeSat.

PEC (Padrão de Exatidão Cartográfica) do atributo geométrico

A maioria dos produtos cartográficos produzidos até o início da última década do Século XX originava-se de processos óptico-mecânico-manuais. Entre os métodos tradicionais de produção de um documento cartográfico, naquele período, pode-se citar a perfuração dos dispositivos, a orientação manual dos modelos estereoscópicos, a geração dos originais de restituição fotogramétrica em bases celulósicas de poliéster e cronaflex, a elaboração e editoração dos originais cartográficos por intermédio de técnicas de plástico-gravura e a impressão em papel da carta a ser distribuída ao usuário final. Tais métodos ocasionavam diferentes componentes de erro posicional de uma "cadeia de erros" no processo de produção de um documento cartográfico.

Com a evolução tecnológica houve mudanças significativas no processo de produção de um documento cartográfico.

Essas mudanças, por um lado, acarretaram a eliminação de várias fontes de erro inerentes à elaboração tradicional de produtos cartográficos ou mesmo a redução da magnitude de outros tipos de erros, como o caso da determinação dos pontos de campo.

Por outro lado, novas tipos de erros, ainda que em menor magnitude, passaram a existir. O Decreto nº 89.817, de 20 de Junho de 1984, estabeleceu critérios para classificação de cartas quanto à sua exatidão e à distribuição de erros ao longo das mesmas, utilizando um indicador estatístico da qualidade posicional, denominado de Padrão de Exatidão Cartográfica (PEC). Na época, o principal objetivo foi assegurar a exatidão cartográfica do produto analógico, observando as peculiaridades de cada escala de representação.

A evolução tecnológica, a disseminação do conhecimento, a popularização de equipamentos que utilizam dados e informações geoespaciais, e as demandas dos usuários indicaram a necessidade de serem estabelecidos novos padrões de qualidade para os produtos cartográficos. Para atender a estas necessidades, as Especificações Técnicas dos Produtos dos Conjuntos de Dados Geoespaciais (ET-PCDG) definiram os elementos da qualidade para cada tipo de produto.

Entre estes elementos, observando o disposto na norma ISO 19.115, encontram-se os relativos à precisão posicional, onde a precisão absoluta consta como elemento de qualidade da geometria dos dados geoespaciais. Assim o atributo geometria de um dado vetorial, quando produzido para o Sistema Cartográfico Nacional (SCN), e por consequência, para a Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE), deve atender ao padrão da qualidade geométrica ou posicional.

Na tabela abaixo, você pode entender bem o que constitui cada classe do PEC e a relação estabelecida entre escala e precisão de localização [...]

Quadro 1 PEC

Fonte: Decreto Lei 89.817, 1984

[...] a equidistância das curvas de nível em função da escala do mapa [...]

Quadro 2 PEC

[...] e os valore toleráveis de erros de localização conforme a escala do mapa:

Quadro 3 PEC

Quadro 4 PEC

Quadro 5 PEC

Este artigo foi dividido em duas partes. Continue a leitura na publicação PEC, o que é e como aplicar? [Parte 2]

 

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Nesta segunda-feira, dia 26 de outubro, recebemos a visita dos alunos da Universidade Federal de Santa Maria.

alunos-santa-maria

Os alunos do quarto e do sexto período participaram de uma palestra feita por Laurent Martin, em que foram apresentados os satélites e softwares mais avançados e as aplicações que podem ser desenvolvidas a partir destes recursos e ferramentas existentes.

Antoninho João Pegoraro

Ao final da apresentação, varias perguntas demonstraram o interesse dos jovens em conhecer o mercado na prática e entender quais são os canais de entrada para empresas ou para o empreendedorismo.

A iniciativa partiu do Prof. Antoninho João Pegoraro, da Universidade Estadual de Santa Maria, que há três anos tem a EngeSat como parada em uma rota que começa no Rio Grande do Sul  e vai até o Rio de Janeiro, em uma semana de viagem para visitar as principais empresas do segmento de geoinformação e geotecnologia.

Com isso ele busca proporcionar uma experiência de imersão na realidade, colocando os alunos dentro do ambiente das empresas, conversando diretamente com os profissionais que acabaram de sair das universidades ou que já são bem experientes.

Apoiamos esta atitude, pois sabemos como é importante a integração entre a academia e o mercado e nos dispomos a sermos anfitriões de novos projetos como este.

 

 

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Você sabe como funciona o processo de ortorretificação e quais os resultados obtidos com este processamento?

Na publicação anterior nós explicamos o que é ortorretificação e para que serve. Agora, entenda como funciona!

O ponto de partida neste processamento é uma imagem georreferenciada que vai se tornar ortorretificada. Frequentemente, o georreferenciamento inicial da imagem é feito a partir dos parâmetros orbitais do satélite ( informações fornecidas pelo satélite junto com a imagem bruta) e tem uma precisão limitada pela precisão do sistema de GPS e de controle de atitude do satélite. Esta precisão pode ser melhorada a partir do georreferenciamento com pontos de controle coletados em campo.

Matéria prima

Para ortorretificar uma imagem, são necessários no mínimo dois ingredientes básicos, e um terceiro opcionalmente:

Quando a ortorretificação é realizada usando um Modelo Digital de Elevação (seja de terreno ou de superfície), os RPCs do sistema imageador e os pontos de controle,  então as informações reunidas permitem alcançar um resultado de grande precisão de localização cartográfica.

Quanto mais preciso, e maior a resolução do MDT ou MDS e dos pontos de apoios, melhor será a precisão de localização final do produto ortorretificado. Você poderá consultar em outro post deste blog a metodologia de se medir a precisão cartográfica de uma imagem.

ortorretificação

Remover a influência do relevo é um dos objetivos mais importantes do processo de ortorretificação. O efeito do relevo no momento do imageamento distorce a posição dos alvos para uma posição externa com relação ao centro da câmera. Por esta razão, o processo de ortorretificação tem um impacto mais forte nas áreas de relevo acentuado. Em regra geral, ao ortorretificar uma imagem de alta resolução, se deve usar um modelo de elevação de 10 m de resolução ou melhor.  Em áreas montanhosas, se recomenda usar um modelo de elevação de maior resolução ainda.  Obviamente, um modelo mais preciso é o ideal, porém, em muitos casos, não existe disponibilidade de modelos tão precisos, e criar um seria muito caro ou levaria muito tempo. Então na prática o que realmente conta é a acessibilidade.

Métodos

Métodos de ortorretificação

Dois métodos podem usados para ortorretificar imagens com qualidade.

 

Observação

 

A luz deste exemplo, veja a importância de ter um modelo de altimetria compatível com a realidade do local recoberto pela imagem ortoretificada.

Na parte superior,  a imagem PLEIADES modo PSM de 50 cm de resolução sobre o Rodoanel no sul da cidade de São Paulo, ortoretificada com um modelo de altimetria anterior as obras de terraplanagem para a construção da rodovia. A estrada está sinuosa pois na altimetria ainda tem morros no local da estrada...

Na parte inferior,  a imagem PLEIADES modo PSM de 50 cm de resolução sobre o Rodoanel no sul da cidade de São Paulo, ortoretificada com um modelo de altimetria posterior as obras de terraplanagem para a construção da rodovia realizado com dados LiDAR. A estrada está reta pois a ortoretificação tomou em conta as alterações da altimetria introduzidas com a terraplanagem, o espaço ocupado pela estrada é conforme a realidade do local. 

 

Veja a seguir um exemplo de relatório de ortoretificação fornecido ao cliente junto com a ART para certificar a data da imagem e a precisão absoluta de localização resultante do processamento: Exemplo de Relatorio Final de Ortoretificação com pontos de controle em campo

 

É um processo que visa corrigir uma imagem, de modo que cada pixel é colocado na posição geométrica teórica como se eles tivessem sido imageados na vertical ou mais próximo desta situação. Desse modo, a ortorretificação tem por objetivo gerar uma imagem em que as distorções internas (do sistema)  e externas (da paisagem) são corrigidas, tornando as coordenadas mais precisas, e corrigindo os efeitos de perspectivas e a influência do relevo (vales e morros) sobre a geometria da imagem.

Com as medidas de distâncias, áreas e direções mais precisas, a imagem ortorretificada pode ser considerada um produto de maior qualidade cartográfica, pois está mais fiel a realidade e oferece melhores resultados nos trabalhos de engenharia.

Porém, pode-se afirmar que é impossível remover todas as distorções geométricas de uma imagem, já que visualizamos o dado num plano, através da tela do computador ou no papel, enquanto a superfície da Terra é curva.

 

ortorretificação

 IlustraçãoDavid DiBiase, Penn State University

As ilustrações acima são um exemplo. Mostram um caminho cortando uma área florestal, no sentido noroeste para sudeste. Do lado direito, temos a imagem resultante da ortorretificação, na qual é fácil perceber que a distorção no caminho, que aparecia ondulado próximo ao rio, foi corrigida, e a estrada ficou reta. Isto acontece porque o efeito causado pela topografia do local foi corrigido.

 

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O evento YP&SS 2015

YP&SS 2015

visa orientar jovens profissionais quanto à construção de suas carreiras e prover a atualização técnica sobre temas selecionados da área de Geoinformação.

Organizado por representantes de universidades brasileiras, o YP&SS 2015 conta com o patrocínio, orientação e patrocínio conjunto da IEEE-Geoscience and Remote Sensing Society (GRSS) e do International Society for Photogrammetry and Remote Sensing (ISPRS).

O público alvo é formado por jovens profissionais e estudantes de pós-graduação da área de Geoinformação.

O evento está organizado em dois blocos:

Alunos com aproveitamento suficiente, receberão 1 crédito por bloco, concedido pelo Programa de pós-Graduação em Ciências Geodésicas da Universidade Federal do Paraná - UFPR. O reconhecimento de tais créditos poderá ser solicitado junto aos programas de pós-graduação de origem de cada estudante.

A EngeSat está presente neste evento...

Por meio de uma palestra que acontecereu no dia 26/10 as as 10:00h. O assunto foi a Tecnologia e o mercado do uso de imagens orbitais no Brasil e o palestrante será Laurent Martin, diretor da EngeSat.

Saiba mais sobre o evento consultando a programação.

 

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ASTER: Imagens espectralmente ricas para mineração.

Construído pela Indústria e Pesquisadores Japoneses, o ASTER é útil no estudo de geleiras, desastres naturais, mar, neve, vegetação, uso e ocupação de solos, temperaturas e estudos minerais. Se destaca pelas bandas infravermelho próximo, infravermelho de ondas curtas e infravermelho térmico.

Abaixo, exemplo de uma imagem gerada pelo sensor, um dos cinco instrumentos do satélite TERRA, com processamento para realces de minerais aflorantes numa área dos Andes na América do Sul.

Imagem ASTER

Ele também traz estereoscopia e é a fonte da base de dados ASTER GDEM de altimetria de média resolução a nível mundial, que pode ser baixado facilmente pelo Global Mapper.

As imagens adquiridas depois de 23-04-08 tem as bandas do SWIR saturadas pois a temperatura do sensor tem sofrido elevação.

 

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Satélites fazem monitoramento do ritmo das obras do Parque Olímpico

Imagens coloridas e de altíssima resolução (0,50cm) do satélite Pleiades, monitoram evolução nas obras do Parque Olímpico no Rio de Janeiro:

Monitoramento do Parque Olimpico Rio de Janeiro

Você pode ler o artigo original e completo no site O Globo.

Da mesma forma, qualquer empresa, seja uma empreiteira, a contratante de uma obra, ou ainda uma pessoa física pode aplicar esta tecnologia de observação em seus projetos e seus interesses, seja em áreas rurais e urbanas para monitoramento das alterações ocorridas no terreno. Para receber um orçamento, indique a sua área de interesse, seguindo as seguintes instruções. Verificaremos as possibilidades técnicas, a viabilidade em função da meteorologia e quais satélites melhor servem o seu propósito de monitoramento. É importante especificar a frequência com a qual você deseja o imageamento e quais alvos e características você quer analisar (tamanho, movimento, qualidade da vegetação, etc.)

 

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Recomendações para programação de imagens de satélite

De abril até final de setembro, estamos teoricamente no período com meteorologia mais favorável para a programação de imagens de satélites. Isto vale sobre tudo para os satélites que operam sistematicamente, pois eles conseguem adquirir uma grande quantidade de imagens sem nuvens que são então gravadas, catalogadas e disponibilizadas para os usuários.

Veja abaixo os mapas de estatísticas de cobertura de nuvens no continente latino americano para os quatro trimestres de 2004. No terceiro trimestre, grande parte da área está incluída na probabilidade superior a 50% de aquisição de imagens de satélites com menos de 20% de nuvens.

Na hora de solicitar uma programação de imagem de alta resolução para seu projeto saber como a meteorologia funciona faz a diferença.

Primeiro Trimestre

Programação primeiro trimestre

Segundo Trimestre

Programação segundo trimestre

Terceiro Trimestre

Programação terceiro trimestre

Quarto  Trimestre

Programação quarto trimestre

Os satélites de alta resolução usam sistemas de previsão do tempo para gerenciar as solicitações de programação de imagens de satélites de seus clientes. Se a sua aplicação independe de estação, ao contrário do que geralmente acontece na agricultura, onde o que interessa é habitualmente uma imagem adquirida durante a safra, você pode se planejar melhor para solicitar uma programação de imageamento e correr menos risco de receber uma imagem com  alguma nuvem !

 

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As vantagens das imagens tri estéreo do Pleiades e do Spot 6/7 são simples e evidentes!

Com esta técnica de imageamento, três imagens obtidas pelo sensor em ângulos diferentes, as áreas "invisíveis" que ocorrem em um par estéreo comum, são reduzidas significativamente. A informação extraída na restituição do Modelo de Superfície desta imagem se torna mais completa e detalhada, principalmente em áreas urbanas, em que existem edificações muito altas.

Veja a ilustração a seguir para ver na prática como esta técnica funciona:

Tri estéreo Pleiades e Spot

 

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