Imagem de Satélite versus Drone: Vantagens e Desvantagens

Já foram escritos alguns artigos sobre VANT e aerolevantamento e fotogrametria. Os melhores dos quais tenho notícia são de autoria de eminentes especialistas de aerolevantamento e fotogrametria tanto na parte comercial como técnica. Eu me arisco aqui a dar um palpite sobre alguns assuntos relativos à vantagem e desvantagens de imagem de satélites e drones, tentando ser objetivo e imparcial… 

Veja as duas publicações com menção de seus respectivos autores:

http://www.anea.org.br/evento/PotencialidadeAerolevantamentoVANT.pdf 

http://www.esteio.com.br/downloads/2014/VANTeFotogrametria.pdf 

O que me inspirou a escreve estas linhas foi um curso oferecido na Internet e um slide chamou minha atenção, pois estava simples e objetivo, mais acredito que um pouco incompleto.

Sem mais demora, e sem polêmicas, vamos mencionar alguns pontos bem práticos relativos a estes dois sistemas para uso nas aplicações comerciais de rotina, que desde fazendeiros até empresas de engenharia querem usar nos seus projetos.

Imagens de satélites existem desde 1972, são catalogadas e podem ser consultadas. Quando precisar de arquivo histórico para monitoramento, só com imagens de satélites mesmo, pois não existe catalogo universal de dados de drones.

– Para áreas um pouco maior, imagens de satélites resolve. Área minima de 25 km². O slide acima fala de 100 ha, é somente 1 km². Portanto, na realidade nem estamos falando do mesmo tamanho de projetos. Claro que áreas maiores também são cobertos por drones.

– Imagens de satélites chegam a 30 cm de resolução, VANT a  5 cm não se compara e depende realmente da aplicação e da necessidade. Não estamos falando de dados que possam ser tecnicamente comparados.

– Com imagens de satélites, você serve seus clientes de todo um continente, com VANTs você (se for fornecedor de serviços de imageamento de drone) serve sua vizinhança, o que é limitado, outra boa diferença.

– Até o momento, com Imagens de satélites, você pode emitir uma ART e certificar a origem, a data e a resolução dos dados usados. Com VANTs, você continua legalmente de mãos amarradas, até que ANAC, EMFA, DECEA, Força Aérea, e outras instituições liberem os termos de uso…

– Para um pedido de imagens de satélites de 30 cm de catálogo, o piso é menos de R$ 4.500,00. Vai compra um VANTs, o sistema completo, não sai por menos de R$ 120.000,00 ou mais (por conta do USD alto) para ter algo sério, com acessórios, software, etc, enfim um sistema para trabalhar profissionalmente.

– O VANT, quando bem produzido sobre a área de interesse, disponibiliza dados em menos de 24 horas. Imagens de satélite de catálogo igualmente (a baixar no FTP), quando compradas de um distribuidor sério! Na hora de programar uma imagem (mínimo 100 km²) na área de seu projeto você depende da agilidade do satélite e dos procedimentos de programação, e pode esperar semanas.  No caso do VANT pode ser muito mais rápido, e para uma área muito menor…

– Você pode receber a sua imagem de satélite já ortorretificada sem ter que ter softwares pesados para processamento. O VANT tem que ser processado por software especializado que é caro, senão fica inutilizável.

 

Conclusão

Eu mesmo acho que este debate não é assim tão útil, pois são duas tecnologias tão diferentes e com condições técnicas e comerciais tão particulares a cada uma delas que não se trata de excluir uma em benefício da outra mais saber quando usar uma ou outra. Nos da Engesat defendemos nosso pão de cada dia, mas oferecemos igualmente nosso conhecimento em processamento de imagens para fazer bons projetos processando dados de VANTs. Não pretendemos operar VANTs nem o fazemos questão de concorrer em todas as oportunidades com VANTs.  Vamos trabalhar para seguir mostrando que nossa tecnologia com imagens de satélites é sólida e esperamos poder servir muitos adeptos dos VANTs quando eles precisarem de imagens de satélites!  

 

 

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