Correção Geométrica e Ortorretificação

Qual é a diferença entre dados georreferenciados e ortorretificados? Como a ortorretificação é realizada e como sua precisão é testada? O que são arquivos RPC e como são utilizados na ortorretificação?

 

O que é Correção Geométrica e Ortorretificação?

Correção Geométrica é o processo de alinhar uma imagem com base em pontos de controle, corrigindo distorções simples como rotação ou inclinação do sensor.
Já Ortorretificação vai além: ela também corrige os efeitos do relevo, gerando uma imagem com escala uniforme e precisão cartográfica.

❗ Importante: nenhum desses processos é sinônimo de georreferenciamento.
Georreferenciar uma imagem significa apenas posicioná-la corretamente em um sistema de coordenadas (por exemplo, latitude e longitude) — ou seja, atribuir-lhe uma localização no espaço. No entanto, uma imagem georreferenciada não garante precisão planimetrica ou altimetrica.
corrigir geometricamente ou ortorretificar envolve ajustar distorções reais causadas por fatores como a inclinação do sensor, altitude de voo ou o relevo do terreno.

Para realizar tanto processo de Correção Geométrica quanto Ortorretificação e alcançar a maior precisão possível, também são necessários pontos de controle em solo (GCPs). Podemos definir GCPs como locais conhecidos na superfície terrestre, com coordenadas XY (latitude/longitude) e Z (elevação) altamente precisas, obtidas por levantamento topográfico.

Enquanto para uma correção geometrica é necessario somente pontos de controle em solo GCPs, para ortorretificar uma imagem, é necessário pelo menos um modelo de elevação e um modelo de câmera ou coeficientes polinomiais racionais (RPCs).

 

Teste de Precisão de Imagens Ortorretificadas

Em geral, há quatro fatores principais que influenciam a precisão final de uma ortoimagem:

  1. A própria imagem — especialmente o ângulo off-nadir e o relevo do terreno. O off-nadir é o ângulo de inclinação do satélite no momento da captura da imagem. Um ângulo de 0° significa que o satélite estava apontando diretamente para baixo. Imagens com ângulo off-nadir alto (geralmente acima de 25°) e/ou sobre áreas com grande relevo (montanhas, vales etc.) tendem a apresentar menor precisão após ortorretificação.
  2. O método de ortorretificação — usar um modelo de câmera, por exemplo, pode resultar em uma ortoimagem ligeiramente mais precisa.
  3. A qualidade dos pontos de controle em solo (GCPs) — quanto mais precisos forem, maior será a precisão da ortoimagem.
  4. A distribuição espacial dos GCPs — se todos estiverem concentrados em uma pequena área, essa região será mais precisa, mas a precisão diminuirá à medida que se afastar do agrupamento. Em geral, a precisão da ortoimagem decai conforme aumenta a distância dos GCPs.

 

Para testar a precisão de uma ortoimagem, é imprescindível ter pontos de controle em solo. Sem esses pontos, não há como garantir a precisão do produto final, o que pode ser frustrante quando esse controle está ausente.

Assumindo que você tenha usado GCPs, existem duas formas principais de validar a precisão:

1. Método Hold-Out (Divisão de Amostra)

2. Validação Cruzada Leave-One-Out

Como Medir a Precisão

Uma vez escolhida a metodologia, o teste de precisão segue estes passos:

  1. Localize cada ponto de teste na ortoimagem.
  2. Meça a distância em linha reta até a sua localização real no terreno.
  3. Essa localização real é determinada pelas coordenadas XY registradas no levantamento topográfico.
  4. Registre todas as distâncias medidas em uma planilha.

Com os dados, calcule a precisão usando um dos métodos comuns:

⚠️ Importante: A precisão pode variar muito dependendo de onde os GCPs de teste estão localizados. GCPs em áreas planas tendem a mostrar maior precisão, enquanto áreas montanhosas apresentam resultados menos precisos. Como regra prática, imagens dos satélites mais recentes como WorldView-1/2 e GeoEye-1 podem alcançar precisão de 2 a 3 pixels, assumindo bom uso de GCPs e um modelo de elevação. Para outros satélites, 5 pixels é uma meta comum.

Coeficientes Polinomiais Racionais (RPCs)

Por fim, vamos entender o que são os arquivos RPC e sua importância na ortorretificação.

Os arquivos RPC são uma maneira padronizada e eficaz de descrever a posição da imagem de satélite no solo. Eles contêm duas equações polinomiais:

Essas equações calculam a posição XY a partir do canto superior esquerdo da imagem. Os coeficientes que alimentam essas equações são fornecidos pelas empresas de sensoriamento, com base na posição e orientação do satélite no momento da coleta e no modelo rigoroso da câmera, que é proprietário.

Por isso, os RPCs são um modelo genérico que pode ser usado com qualquer sensor e são fáceis de implementar em softwares comerciais de sensoriamento remoto. Muitas vezes, os desenvolvedores preferem usar RPCs em vez de buscar modelos de câmera exclusivos de cada fabricante (o que pode ser demorado).

Embora os RPCs tentem incorporar todos os fatores considerados no modelo de câmera, existe uma pequena diferença entre os dois, o que pode levar a um erro residual ligeiramente maior na ortoimagem final.

???? Observação final: Cada empresa tem seu próprio formato de arquivo RPC — por exemplo, a DigitalGlobe os chama de arquivos RPB, enquanto a Airbus os fornece em formato XML.

Quer explorar mais sobre o mundo das imagens de satélite e geosoftwares?

Explore o site da Engesat e descubra muito mais!


Se tiver dúvidas, entre em contato com a nossa equipe!

 

Contato

Entre em contato conosco para receber uma proposta técnica e comercial adaptada às suas necessidades.

Atendimento em toda a América Latina!

E-mail: laurent.engesat@gmail.com ou engesat@engesat.com.br

Cel: 041 9134 0990 (também whatsapp)

 

 

 

E ai, gostou desta publicação? Deixe um comentário para acrescentar conteúdo ou para iniciarmos uma discussão sobre o tema.

Curta e compartilhe com seus clientes e colegas de profissão!

 

 

 

Esta publicação foi escrita por Laurent Martin, formado em Agronomia e com Mestrado em Sensoriamento Remoto Aplicado no Reino Unido, é responsável pela direção da EngeSat.

A ENGESAT e a AVENZA, em convênio com o IBGE, colocam a disposição dos usuários do aplicativo  Avenza Map  a cartografia brasileira disponível. São, até o momento  (07-08-18), 1720 mapas digitalizados nas escalas 1:25.000, 1:50.000, 1:100.000,  1:250.000 e 1:1.000.000, a sua disposição  na mapoteca Avenza Maps.

Confira o conteúdo da Mapoteca aqui! 

 

Estes mapas estão acessíveis livremente sem custos pelo aplicativo Avenza Map que pode ser baixado gratuitamente em terminais móveis com sistema operacional IOS ou Android.

Os mapas desta mapoteca digital  disponibilizados gratuitamente só podem ser visualizados no aplicativo Avenza Map em dispositivo IOS ou Android.

Veja a seguir uma sequência de consulta carregamento e uso de mapas.

 

 

Ao carregar vários mapas vizinhos, ou sobrepostos, de escalas iguais ou diferentes, no Avenza Map, é possível colocá-los numa mesma pasta e fazer uma “coleção”, o que permitira passar automaticamente de um para outro e ter um panorama da situação na tela, e igualmente passar de uma escala para outra automaticamente conforme a ampliação usada.

 

Um índice de navegação mostrando a posição dos mapas e uma barra vertical de escala  guia o usuário para mostrar em qual mapa ele está (em marron) e em qual graus de ampliação os mapas são vistos.

 

O sistema permite editar o nome dos mapas, apagar mapas, filtrar os mapas por vários parâmetros a escolha do usuário…

 

Para acessar os mapas de nossa mapoteca em outros formatos e para outros aplicativos, consulte no email laurent.martin@engesat.com.br  ou Cel 041 9134 0990 e fixo 041 3059 4561.

 

Conheça igualmente:

Global-Mapper-Mobile-ios banner em PT para o site

(Disponível gratuitamente para IOS, no momento, e capaz de importar e exportar arquivos  com o Global Mapper 17.2 e versões mais recentes).

 

Artigo em Português, Español e Inglês nesta página

Vantagens do Global Mapper: Dispensa Extensões

O visualizador 3D do Global Mapper mostra um modelo digital de terreno com um sombreador personalizado aplicado na sua superfície. O Global Mapper é um poderoso aplicativo de Sistema de Informações Geográficas, completo e pronto para uso, sem necessidade de múltiplas extensões. 

Suponhamos que você esteja pensando em investir na sua primeira licença de Sistema de Informações Geográficas. Você precisa de um software que faça de tudo. Desde mapeamento temático básico, até análise de terreno, rastreamento de GPS e até digitalização e visualização 2D/3D. Quando você olha as opções das marcas famosas do setor, você percebe que uma licença para usuário único vai lhe custar perto de USD 1,500.  Você descobre igualmente que vai ter que comprar extensões para todas as funcionalidades das quais você precisa. Você vai acabar gastando milhares de dólares. Que você tenha este dinheiro ou não, você com certeza acaba se perguntando se existe uma alternativa com um software que oferece mais vantagens.

Existe sim!

Nesta publicação de nosso Blog, apresentamos algumas das funcionalidades padrão do Global Mapper — uma alternativa robusta, de uso fácil e muito acessível. Com preço de perto de USD 500,00 (R$ 2.900,00), o Global Mapper não requer extensões caras para realizar as funcionalidade das quais você precisa.

Veja a seguir algumas das poderosas funcionalidades que o Global Mapper oferece, sem a necessidade de extensão alguma.

                                           Criando uma grade de altimetria a partir de dados LiDAR no Global Mapper.

Modelo de Terreno – Gera Grade de Elevação a partir de Datos Vetoriais 3D

Mesmo com as opções online oferecidas pelo Global Mapper para acesso de dados  tais como a USGS National Elevation Dataset e o ASTER Global Digital Elevation Model - ASTER GDEM - ,  frequentemente o modelo digital de terreno apropriado não está disponível. Nestes casos, gerar um MDT a partir de dados vetoriais 3D pode ser a solução. Com alguns cliques, o Global Mapper pode gerar uma grade de elevação a partir de arquivos XYZ ou dados LiDAR, possibilitando de imediato a análise e a visualização da superfície do terreno no visualizador 3D.

O Global Mapper também disponibiliza uma variedade de ferramentas de análise de terreno, tais como a criação de perfis de terreno ao longo de uma rota definida pelo usuário, criar uma análise de alcance visual na paisagem, uma análise de bacia hidrográfica, ou combinar diferentes camadas de terreno, assim como cálculo de volume.


                        O cálculo de corte e aterro para um projeto de estrada no Global Mapper.

Cálculo de Volume – Meça e Visualize Corte e Aterro

Modificar o terreno é uma etapa preliminar necessária em muitos empreendimentos. Requer a definição da quantidade de material que deverá ser removido ou deslocado para outro local, o que ajuda a planejar os custos dos materiais e da mão de obra antes mesmo de iniciar a obra.

O Global Mapper oferece a possibilidade de calcular rapidamente o volume de pilhas de material, de depressões e o volume entre duas camadas teóricas de superfície de terreno. Além de fornecer os cálculos e outros parâmetros de corte e aterro, o aplicativo gera a visualização 3D do resultado. Por exemplo, o  Global Mapper pode simular a terraplanagem do terreno na preparação da construção de uma nova estrada. Estes cálculos e a visualização 3D correspondente são ferramentas poderosas para ilustrar as etapas preliminares de um projeto de engenharia.


                   Curvas de nível geradas no Global Mapper, mostrando elevações com isolinhas.

Geração de Curvas de Nível – Crie Isolinhas a partir de Grade de Elevação

As curvas de nível são feições fundamentais de um mapa topográfico. Gerar as curvas de nível é no Global Mapper uma tarefa simples que somente requer uma grade de elevação ou uma quantidade de pontos quotados e alguns cliques do mouse. O Global Mapper tem a habilidade de analisar o terreno e gerar camadas vetoriais com curvas de nível que podem também ser editadas para serem incluídas num mapa, ou exportadas para um software de CAD ou outro sistema.


                              Grade de NDVI gerada pelo Calculador Raster no Global Mapper.

Cálculo Raster – Gere Informações a partir dos Valores das Cores

Imagens de satélites oferecem muitas informações visuais, desde padrões pontuais do terreno e da vegetação até alterações ocorridas num período de tempo. Com a ferramenta certa, as imagens podem revelar ainda mais informações que não estão aparentes a primeira vista. Imagens coloridas em R-G-B-IR (red, green, blue, infrared), bem como imagens multispectrais, podem ser usadas em fórmulas que calculam algumas características tais como o vigor da atividade fotosintética da vegetação, a cobertura de neve, ou qual extensão de floresta sofreu danos com incêndios.

O Global Mapper tem um calculador raster que já traz fórmulas pré-estabelecidas para produzir e destacar estas informações. O estado da vegetação agrícola numa lavoura, por exemplo, pode ser avaliada e visualizada usando o NDVI (Índice Diferencial de Vegetação Normalizado). Se as equações pré-definidas não são adequadas ou suficientes para os trabalhos do usuário, o calculador raster permite igualmente o uso de fórmulas personalizadas.


                                O Global Mapper supporta mais de 300 formatos de arquivos.

Formatos Suportados: + de 300 formatos aceitos

Suporte de diversos formatos pode não parecer uma característica muito empolgante de um aplicativo. Mais é essencial e de grande valor quando damos de cara com um formato  antigo ou pouco comum num projeto de mapeamento.

O Global Mapper fornece suporte para mais de 300 formatos diferentes de arquivos vetoriais e raster, possibilitando ao usuário a flexibilidade de abrir, converter e exportar virtualmente qualquer arquivo de dados geoespaciais. E mais, esta lista de formatos suportados cresce continuamente, agregando mais valor ao Global Mapper, a medida do desenvolvimento e da evolução do aplicativo.

Global Mapper – Uma opção Fácil e Acessível

O Global Mapper não somente  comprova que Sistema de Informação Geográfica não precisam ser complicados, mais também que não precisa ser uma tecnologia cara. A missão da Blue Marble Geographics com o  Global Mapper é fornecer, tanto para os novatos como profissionais confirmados em SIG, as ferramentas para a geração de mapas da melhor qualidade, com preços acessíveis.

É muito poder de processamento na licença padrão, sem necessidade de qualquer extensão.

Confira você mesmo o poder do Global Mapper baixando e instalando uma licença de avaliação ainda hoje.

Artigo Original

Veja igualmente  https://www.bluemarblegeo.com/products/global-mapper-arcgis.php

 

 


 

El valor de Global Mapper: no se requieren extensiones

 

El visor 3D en Global Mapper muestra un modelo de terreno digital con un sombreador personalizado aplicado a la superficie. Global Mapper es una poderosa aplicación GIS desde el primer momento, sin extensiones requeridas.

Digamos que está a punto de invertir en su primera licencia de software GIS. Usted necesita un software que pueda hacerlo todo; desde el mapeo temático básico hasta el análisis del terreno, y desde el rastreo por GPS hasta la digitalización y la visualización 2D/3D. Pero cuando echa un vistazo a los productos de renombre, descubre que las licencias para un solo usuario cuestan aproximadamente USD $ 1,500. También, usted descubre que tendrá que comprar extensiones para obtener toda la funcionalidad que necesita. Probablemente usted terminará gastando miles de dólares. Ya sea que usted tenga el dinero o no, se estará preguntando si hay una alternativa de software que brinde más valor.

Aquí lo tiene!

En esta entrada de blog, destacamos algunas de las funcionalidades listas para usar de Global Mapper: una alternativa robusta, fácil de usar y genuinamente alcanzable. Con un precio de aproximadamente USD $ 500, Global Mapper no necesita costosas extensiones para entregar lo que usted está buscando.

Estas son solo algunas de las poderosas funciones y herramientas que Global Mapper tiene para ofrecer sin necesidad de extensiones.

Crear una rejilla de elevación a partir de datos LiDAR en Global Mapper.

 

Crear Terreno: genere rejillas de elevación a partir de datos vectoriales en 3D

Aún cuando el servicio en línea de Global Mapper brinda acceso a los recursos de datos, como el Conjunto Nacional de Datos de Elevación del USGS y el Modelo de Elevación Digital Global de ASTER, en ocasiones, los datos del terreno digital no están disponibles. En tales casos, el generar un DTM a partir de datos de vectores tridimensionales puede ser una alternativa valiosa. Con unos pocos clics, Global Mapper puede generar una rejilla de elevación a partir de archivos XYZ o datos LiDAR, lo que permite el examen y la visualización inmediata del modelo de superficie en el visor 3D.

 

También, Global Mapper proporciona diversas herramientas para el análisis del terreno, tales como: la capacidad de mostrar un perfil vertical a lo largo de un camino, crear una vista de cuenca o analizar cuencas hidrográficas, combinar capas de terreno y cálculo de volumen.

Los volúmenes de corte y relleno calculados para un proyecto de carretera en Global Mapper.

Cálculo de volumen: medir y visualizar los valores de cortes y rellenos

Modificar el terreno es un paso preliminar necesario en muchos proyectos de construcción. Requiere determinar cuánto de una superficie necesita ser cortada y rellenada, lo que ayuda a estimar el costo de materiales y mano de obra antes de comenzar un proyecto.

Global Mapper ofrece la capacidad de calcular rápidamente volúmenes de pilas, depresiones y entre dos superficies. Además de proporcionar mediciones de corte y relleno, el software utiliza estos cálculos y otros parámetros especificados para generar visualizaciones 3D. Por ejemplo, Global Mapper puede simular la nivelación del terreno para dar paso a algo así como una nueva carretera. Este cálculo y su visualización en 3D es una forma poderosa de ilustrar los planes preliminares de un proyecto de ingeniería.

Contornos generados en Global Mapper; se muestran las elevaciones con líneas vectoriales.

Generación de Contornos: crear líneas vectoriales a partir de una rejilla de elevación

Los contornos son la característica fundamental de un mapa topográfico. La generación de contornos también es una tarea simple que solo requiere una cuadrícula de elevación y unos pocos clics del ratón. Global Mapper tiene la capacidad de analizar el terreno y generar capas vectoriales de curvas de nivel que se pueden editar para un mapa o exportar a un sistema CAD u otro software.

Rejilla NDVI creada en la Calculadora ráster en Global Mapper.

Cálculo de Ráster: obtenga información desde los valores del color

Las imágenes satelitales pueden ofrecer mucha información visual, desde patrones en el terreno hasta cambios geológicos a través del tiempo. Con las herramientas adecuadas, las imágenes pueden ofrecer aún más datos que no son evidentes de inmediato. El RGB (rojo, verde, azul), así como los valores multiespectrales de píxeles, se pueden conectar a fórmulas que calculan características como el "verdor" de la vegetación, la capa de nieve o la cantidad de tierra quemada en un incendio forestal.

Global Mapper tiene una calculadora de Ráster equipada con fórmulas predefinidas para producir y resaltar esta información. La salud de la vegetación en una granja, por ejemplo, podría calcularse y visualizarse utilizando el Índice de vegetación de diferencia normalizada (NDVI). Si las ecuaciones predefinidas disponibles en la calculadora de Ráster no están adaptadas a las necesidades del usuario, la calculadora también permite el uso de fórmulas personalizadas.


Global Mapper Global Mapper admite más de 300 formatos de archivo.

Soporte de formatos - Admite más de 300 formatos de archivo

La característica del soporte de archivos puede no parecer lo más emocionante, pero sí es absolutamente invaluable cuando un proyecto de mapeo trata con archivos más antiguos o poco comunes.

El soporte de Global Mapper para más de 300 formatos brinda a los usuarios la capacidad de abrir y convertir virtualmente cualquier archivo geoespacial. Y su lista de formatos está en constante crecimiento, lo cual agrega más valor a Global Mapper a medida que el software continúa madurando.

Global Mapper: una elección fácil y alcanzable

Global Mapper no solo refuta la idea de que los SIG tienen que ser una disciplina compleja, sino que también debe ser costosa. La misión de Blue Marble Geographics con Global Mapper es proporcionar tanto a principiantes como profesionales un SIG con la capacidad de crear mapas de alta calidad a un precio realmente alcanzable.

Es potente desde el primer momento, sin requerir extensiones.

Descubra el valor usted mismo descargando hoy una versión de prueba gratuita.

Artigo Original

Vea igualmente  https://www.bluemarblegeo.com/products/global-mapper-arcgis.php

 


 

The Value of Global Mapper: No Extensions Required

The 3D Viewer in Global Mapper displays a digital terrain model with a custom shader applied to the surface. Global Mapper is a powerful GIS application right out of the box, with no extensions required.

Say that you are about to invest in your first GIS software license. You need software that can do it all; from basic thematic mapping to terrain analysis, and GPS tracking to 2D/3D digitizing and visualization. But when you take a look at big-name products, you find that single-user licenses cost about $1,500. You also discover that you’ll have to purchase extensions to get all the functionality you need. You’ll probably be spending thousands of dollars. Whether you have the money or not, you might be asking yourself if there’s an alternative software that provides more value.

There is!

In this blog entry, we highlight some of the out-of-the-box functionality of Global Mapper— a robust, easy-to-use, and genuinely affordable alternative. Priced at about $500, Global Mapper doesn’t need expensive extensions to deliver what you’re looking for.

Here are just a few of the powerful functions and tools Global Mapper has to offer with no extensions required.


                                                     Creating an elevation grid from LiDAR data in Global Mapper.

Terrain Creation – Generate Elevation Grids from 3D Vector Data

Even though Global Mapper’s online service provides access to data resources, such as the USGS National Elevation Dataset and the ASTER Global Digital Elevation Model, sometimes the appropriate digital terrain data isn’t readily available. In such instances, generating a DTM from 3D vector data can be a solid alternative. With a few clicks, Global Mapper can generate an elevation grid from XYZ files or LiDAR data, allowing for the immediate examination and visualization of the surface model in the 3D Viewer.

Global Mapper also provides a number of terrain analysis tools, such as the ability to display a vertical profile along a path, creating a view shed or watershed analysis, combining terrain layers, and volume calculation.


                         The cut and fill volumes calculated for a road project in Global Mapper.

Volume Calculation – Measure and Visualize Cut and Fill Values

Modifying terrain is a necessary preliminary step in many construction projects. It requires determining how much of a surface needs to be cut and filled, which helps estimate the cost of materials and labor before beginning a project.

Global Mapper offers the ability to quickly calculate volumes of piles, depressions, and between two surfaces. Along with providing cut and fill measurements, the software uses these calculations and other specified parameters to generate 3D visualizations. For example, Global Mapper can simulate the leveling of terrain to make way for something like a new road. This calculation and 3D visualization is a powerful way to illustrate the preliminary plans of an engineering project.


                     Contours generated in Global Mapper, showing elevation with vector lines.

Contour Generation – Create Vector Lines from an Elevation Grid

Contours are the fundamental feature of a topographic map. Generating contours is also a simple task that requires only an elevation grid and a few clicks of the mouse. Global Mapper has the ability to analyze terrain and generate vector layers of contour lines that can be edited for a map, or exported to a CAD system or other software.


                           NDVI grid created in the Raster Calculator in Global Mapper.

Raster Calculation – Pull Information from Color Values

Satellite images can offer a lot of visual information, from patterns in terrain to geological changes over time. With the right tools, imagery can offer even more data that is not immediately apparent. RGB (red, green, blue), as well as multispectral values of pixels, can be plugged into formulae that calculate characteristics such as the “greenness” of vegetation, snow cover, or how much land was burned in a forest fire.

Global Mapper has a raster calculator that comes with predefined formulae for producing and highlighting this information. The health of vegetation on a farm, for example, could be calculated and visualized by using the Normalized Difference Vegetation Index (NDVI). If the available predefined equations in the raster calculator aren’t tailored to a user’s needs, the calculator also allows for the use of custom formulae.


                               Global Mapper supports more than 300 file formats.

Format Support – Support for 300+ Formats

File support might not sound like the most exciting feature, but it’s absolutely an invaluable one when a mapping project deals with older or uncommon files.

Global Mapper’s support for more than 300 formats provides users the ability to open and convert virtually any geospatial file. And, it’s list of formats is constantly growing, adding more value to Global Mapper as the software continues to mature.

Global Mapper – An Easy and Affordable Choice

Global Mapper not only disproves the idea that GIS has to be a complex discipline, but also that it has to be an expensive one. Blue Marble Geographics’ mission for Global Mapper is to provide GIS novices and professionals alike with the ability to create high-quality maps at a genuinely affordable price.

It’s powerful right out of the box, with no extensions required.

See the value for yourself by downloading a free trial today.

 

Original Paper

See as well  https://www.bluemarblegeo.com/products/global-mapper-arcgis.php

 

Contato

Entre em contato conosco para receber uma proposta técnica e comercial adaptada às suas necessidades.

Atendimento em toda a América Latina!

E-mail: laurent.engesat@gmail.com ou engesat@engesat.com.br

Cel: 041 9134 0990 (também whatsapp)

 

 

 

E ai, gostou desta publicação? Deixe um comentário para acrescentar conteúdo ou para iniciarmos uma discussão sobre o tema.

Curta e compartilhe com seus clientes e colegas de profissão!

 

 

 

Esta publicação foi escrita por Laurent Martin, formado em Agronomia e com Mestrado em Sensoriamento Remoto Aplicado no Reino Unido, é responsável pela direção da EngeSat.

Se imagens de satélites são informações hoje democraticamente e generosamente disponíveis no mercado, o mesmo não se pode dizer de informação de altimetria, onde é comum termos que nos satisfazer com uma solução que está ainda longe do ideal técnico para se alcançar os melhores resultados. Mas parece que esta escassez está com os dias contatos. A AIRBUS acaba de anunciar que a sua base mundial de altimetria de alta resolução, o WorldDEM está disponível, praticamente em pronta entrega e com especificações técnicas surpreendentes... Confira!

- Recobrimento de polo a polo: modelo digital de elevação homogêneo 

- Qualidade única: informação de altimetria de qualidade superior

- Disponibilidade para qualquer localidade da Terra

- Precisão sem igual: 2 m de precisão relativa / 4 m de precisão absoluta na vertical

- Resolução horizontal de 12 por 12 m em formato raster

- Modelo Digital de Superficie & Modelo Digital de Terreno disponíveis

- Fácil acesso

E as boas notícias não param por aqui:

O Modelo Digital de Terreno do WorldDEM é derivado do WorldDEM™ após remoção por edição digital da vegetação e das edificações, e mostra o solo nú da superfície da Terra. Como o Modelo Digital de Terreno do WorldDEM é elaborado a partir de um dado de alta resolução, ele traz igualmente a garantia e a qualidade de um alto nível de detalhe e precisão.

Elevação e TerrenoOs MDT são ideais para mapeamento, modelização hidrológica, e análise de terreno. Estes produtos compõe o leque de produtos disponibilizados pela AIRBUS, mas oferecemos igualmente opções adicionais de produtos baseados no WorldDEM, tais como base de dados mundiais de linhas de costa, mapas de corpos d´água e mapas globais de aeroportos e de portos.

Veja um comparativo como que existia de melhor até agora:

Compartivo WorldDEM SRTM

O WorldDEM fornece um nível de detalhamento superior ao SRTM até então disponível. Local: Arkansas, USA

A ENGESAT oferece na linha do WorldDEM dados com qualidade, precisão e recobrimentos sem precedentes. Para ajudar os clientes a se beneficiarem da alta precisão desta informação altimétrica, três produtos principais são disponibilizados.

WorldDEM Core

Modelo digital de superfície sem edição, ou seja sem qualquer post processamento. Este produto geralmente contém artefatos próprios a dados radar e ao processamento, bem como áreas não validadas.

 

 

WorldDEM™

Modelo digital de superfície editado com consistência hidrológica garantida,  (por exemplo: achatamento dos corpos d´água, fluxo consistente dos cursos d´água, edição da linha de costa).  Ideal para aplicações de defesa e segurança, e para a indústria de óleo e gás.

 

 

WorldDEM DTM

Modelo digital de terreno, representando o solo nú sem vegetação nem edificações. Ideal para mapeamento, modelização hidrológica e análise de terreno.

Processamento adicionais disponíveis na ENGESAT:
Amostra do WorldDEM e do WorldDTM  de áreas no Brasil e na América Latina disponíveis. Consulte no email engesat@engesat.com.br com a delimitação de sua área de interesse para podermos dimensionar com precisão seu projeto e assim escolher a melhor solução!
Acesse aqui a parte de nossa Home Page que trata especificamente do World DEM.

Contato

Entre em contato conosco para receber uma proposta técnica e comercial adaptada às suas necessidades.

Atendimento em toda a América Latina!

E-mail: laurent.engesat@gmail.com ou engesat@engesat.com.br

Cel: 041 9134 0990 (também whatsapp)

 

 

 

E ai, gostou desta publicação? Deixe um comentário para acrescentar conteúdo ou para iniciarmos uma discussão sobre o tema.

Curta e compartilhe com seus clientes e colegas de profissão!

 

 

 

Esta publicação foi escrita por Laurent Martin, formado em Agronomia e com Mestrado em Sensoriamento Remoto Aplicado no Reino Unido, é responsável pela direção da EngeSat.

Como ter toda a informação cartográfica que você precisa no seu smartphone?

Habitualmente, as imagens de satélites e os mapas,  muitas vezes em formato digital, são baixados pela internet e processados na empresa para chegar ao produto desejado. São aplicadas correções geométricas, feitas interpretações, medições, etc. Mas é possível, sem grandes investimentos e usando uma tecnologia simples, colocar literalmente os dados e os resultados de seu projeto no seu smartphone, independente do seu sistema operacional (Android, Windows ou IOS). Assim, é possível ir a campo e levantar informações de interesse,  se localizando na tela de seu smartphone ou tablet, usando somente o GPS embutido, que é uma funcionalidade padrão de 99% dos smartphones.

O mais interessante dessa tecnologia é que não é necessário ter acesso à internet, o que dispensa o 3G, 4G ou Wifi, ou seja, não é preciso gastar créditos do seu plano de telefonia!

Você pode igualmente solicitar na EngeSat que seu projeto seja formatado para poder ser carregado no seu celular, assim você receberá um link direto para carregar o aplicativo e o dado de seu projeto, tudo muito fácil e direto!

Conheça aqui a tecnologia PDF MAPS 

O PDF Maps é uma solução desenvolvida no Canadá, pensada para que você poça ter seus mapas no seu smartphone, junto com ferramentas cartográficas de uso. Serve igualmente para carregar no seu smartphone ou seu tablet imagens de satélites e fazer trabalho de campo. Simples, direto e econômico.

Ele exporta mapas para o formato PDF geoespacial e os carrega em terminais móveis para que possam ser levados a campo. O aplicativo PDF Maps complementa os softwares Geographic Imager e o MAPublisher, do mesmo fabricante.

PDF Maps

Características

Os mapas criados na maior parte de outros Sistemas de Informação Geográficas (SIG) comercialmente disponíveis e aplicativos de Mapeamentos em desktop são compatíveis com PDF Maps.

Como usar Mapas PDFpdfmaps-badges

Acesse mapas na Loja Eletrônica PDF Maps, ou carregue seus próprios mapas no seu smartphone ou tablet usando código QR, ou pelo Dropbox, ou  ainda um link que você definiu préviamente em função de onde carregou seus mapas na Internet. Navegue nos mapas, colete dados em campo e compartilhe mapas e dados com seus colegas de trabalho. Baixe o aplicativo PDF Maps na Loja Apple App, no Google Play ou no Windows Phone Marketplace.

Como baixar e instalar o aplicativo PDF Maps?

Vamos às coisas práticas. Veja com proceder no caso do sistema operacional Android. SmartphoneAcesse o Google Play, procure o aplicativo PDF Maps e instale-o no seu celular. A tela é como esta:

Depois de aberto, aparece na biblioteca de imagens uma tela com instruções sobre as sus funcionalidade, intitulada “Iniciando a operação”. Leia cuidadosamente  e veja como operar o aplicativo, assim poderá ser rapidamente operacional e você conseguirá fazer o que deseja! Se quiser, clique na imagem para tela em plena resolução e imprima-a.

Smartphone

 

O trabalho começa carregando uma imagem no aplicativo. Para teste, carregue uma imagem que recobre todo o Brasil como este mapa de ferrovias da Valec, para poder ter material para trabalhar, qual que seja o local onde estiver no Brasil ou em boa parte da América do Sul.

  1. Copie e envie para seu celular de alguma forma, seja email, skype, o link  https://www.pdf-maps.com/a/quiebbd.
  2. Clique no link a partir de seu terminal movel, e o sistema lhe enviará para a loja de mapas, o PDF Map store,  instalará gratuitamente o mapa de Ferrovias da Valec e você poderá abrílo no seu aplicativo: ele aparecerá na sua biblioteca de mapas.
  3. Clique nele e  o resultado será este, conforme a sequência abaixo:

Agora é só aplicar os conhecimentos adquiridos acima sobre as funcionalidades do PDF Maps e começar a trabalhar!

Saiba mais sobre as modalidades de licenciamento para uso particular e uso comercial do PDF MAPS neste link.

 

Contato

Entre em contato conosco para receber uma proposta técnica e comercial adaptada às suas necessidades.

Atendimento em toda a América Latina!

E-mail: laurent.engesat@gmail.com ou engesat@engesat.com.br

Cel: 041 9134 0990 (também whatsapp)

 

 

 

E ai, gostou desta publicação? Deixe um comentário para acrescentar conteúdo ou para iniciarmos uma discussão sobre o tema.

Curta e compartilhe com seus clientes e colegas de profissão!

 

 

 

Esta publicação foi escrita por Laurent Martin, formado em Agronomia e com Mestrado em Sensoriamento Remoto Aplicado no Reino Unido, é responsável pela direção da EngeSat.

PEC (Padrão de Exatidão Cartográfica) do atributo geométrico

Este artigo é a continuação do artigo deste mesmo Blog: PEC, o que é e como aplicar? [Parte 1]. De forma mais completa e exaustiva, veja os conceitos teóricos a seguir:

Segundo o § 4° do item 2. do Art. 8° do Decreto nº 89.817, de 20 de junho de 1984, os termos Desvio Padrão (DP), Erro Padrão (EP) e Erro Quadrático Médio (EQM) devem ser considerados como sinônimos. Visando expor de forma clara, precisa e concisa os conceitos relacionados com a qualidade posicional desejada para os Produtos Cartográficos Digitais (PCD), as novas especificações técnicas dos produtos cartográficos digitais utilizam os termos precisão e exatidão. Como consequência, há a necessidade de se esclarecer a relação entre os termos desvio-padrão e preclusão (ou exatidão), para manter íntegra a intenção do legislador no estabelecimento dos Padrões de Exatidão Cartográfica previstos no Decreto 89.817, de 20 de junho de 1984.

Monico et al. (2009) realizaram uma rigorosa revisão conceitual desses termos, analisando as definições de diferentes pesquisadores, com atuação destacada nos ramos das Ciências Geodésicas e Cartográficas, no Brasil e exterior. Segundo os autores, a definição original de Gauss para acurácia relaciona os efeitos sistemáticos e aleatórios dos erros nas medições, enquanto a precisão se relaciona apenas com seus efeitos aleatórios, o que pode ser resumido na seguinte afirmação: “o termo acurácia por si só envolve a medida de precisão”.

Ainda segundo os autores, não é necessária a análise conjunta da acurácia e precisão de produtos cartográficos, sendo suficiente somente a análise de sua acurácia, pois esta engloba a tendência e a precisão dos erros. Em suas conclusões os autores citam: “Não faz sentido dizer que um valor acurado é preciso ou não, pois a precisão faz parte da própria definição de acurácia”.

Sendo assim, na presente norma, e nas que nela forem baseadas, utilizar-se-á os termos Acurácia Posicional Absoluta (APA) e Exatidão Cartográfica (EC) como referência na avaliação da acurácia ou exatidão de um produto cartográfico, sendo o DP (ou EP, ou EQM) uma de suas componentes. Com isso, procura-se manter a intenção do legislador de garantir a qualidade dos produtos cartográficos do SCN, e possibilita-se o estabelecimento de parâmetros de sua avaliação.

O nível de exatidão posicional do atributo geometria de um objeto geográfico ou espacial depende diretamente da exatidão posicional esperada para um produto cartográfico. Assim, o processo de aquisição deve gerar uma geometria com exatidão posicional igual, ou superior, à do produto cartográfico final. A exatidão na aquisição é igual a do produto cartográfico digital final, pois, após a aquisição vetorial de um elemento qualquer, sua geometria não é mais alterada nos processos posteriores.

O objetivo deste tópico é apresentar os valores referentes ao Padrão de Exatidão Cartográfica dos Produtos Cartográficos Digitais (PEC-PCD), extraídos da Especificação Técnica dos Produtos de Conjuntos de Dados Geoespaciais (ET-PCDG). Estes valores são propostos para os produtos digitais produzidos após a publicação da ET-PCDG e complementam os estabelecidos, para produtos impressos, no Decreto nº 89.817, de 20 de junho de 1984. Este tópico não pretende apresentar os estudos que conduziram ao PEC-PCD. Estes estudos são apresentados no Anexo “A” (Estudos sobre os elementos de qualidade dos produtos da cartografia digital) da Especificação Técnica de Controle de Qualidade de Produtos de Conjuntos de Dados Geoespaciais ET-CQPCDG.

Para que um produto digital possa ser aceito como produto de Referência do SCN, e consequentemente para a INDE, a exemplo do previsto para o PEC (produtos impressos em papel), noventa por cento (90% ou 1,6449*EP) dos erros dos pontos coletados no produto cartográfico, quando comparados com as suas coordenadas levantadas em campo por método de alta precisão, devem apresentar os valores iguais ou inferiores aos previstos ao PEC-PCD, devendo ainda apresentar os valores de EP também iguais, ou inferiores, aos previstos nas tabelas deste tópico.

As escalas abrangidas no presente capítulo são: 1:1.000; 1:2.000; 1:5.000; 1:10.000; 1:25.000; 1:50.000; 1:100.000 e 1:250.000. Os produtos digitais foram classificados em 4 classes (“A”, “B”, “C” e “D”), tendo como norteador o Decreto 89.817, de 20 de junho de 1984. Para as escalas não abrangidas por esse decreto foram realizadas extrapolações, mantendo-se os valores previstos do PEC Planimétrico e do PEC Altimétrico. Para alguns produtos cartográficos digitais foram determinados novos valores com base nos trabalhos de Merchant (1982), ASPRS (1989) e Ariza (2002).

Na Tabela 1, o PEC-PCD Planimétrico e o EP das classes “B”, “C” e “D” correspondem, nessa ordem, as classes “A”, “B”, “C” do PEC Planimétrico previstas no Decreto nº 89.817, de 20 de junho de 1984.

A Tabela 2 estabelece o PEC-PCD para os Modelos Digitais de Terreno (MDT), de Elevação (MDE) e de Superfície (MDS) e para os Pontos Cotados. Os valores previstos para a classe “A” (PEC-PCD) foram definidos a partir de adaptações dos estudos realizados por Merchant (1982) e ASPRS (1989), nos quais o PEC-PCD = 0,27*Equidistância do produto cartográfico e o EP = 1/6*Equidistância do produto cartográfico. As classes“B”, “C” e “D” do PEC-PCD correspondem, em ordem, as classes “A”, “B”, “C” do PEC Altimétrico previstas no Decreto 89.817, de 20 de junho de 1984.

Na Tabela 3, o PEC-PCD Altimétrico e o EP das classes “A”, “B” e “C” correspondem, respectivamente, às classes “A”, “B” e “C” do PEC Altimétrico previstas no Decreto 89.817, de 20 de junho de 1984.

Tabela 1 – Padrão de Exatidão Cartográfica da Planimetria dos Produtos Cartográficos Digitais

Tabela 1 PEC

Tabela 2 – Padrão de Exatidão Cartográfica Altimétrica dos Pontos Cotados e do MDT, MDE e MDS para a produção de Produtos Cartográficos Digitais

Tabela 2 PEC

Tabela 3 – Padrão de Exatidão Cartográfica da Altimetria (curvas de nível) dos Produtos Cartográficos Digitais

Tabela 3 PEC

(1) Valores determinados, ou adaptados, com base nos valores do PEC Planimétrico previstos no Decreto 89.817, de 20 de junho de 1984.
(2) Produtos Cartográficos Digitais, baseado nos valores utilizados pelo “Ordinance Survey” e “National Joint Utilities Group” do Reino Unido, extraídos de ARIZA (2002, pág. 87, no qual Exatidão Cartográfica = 0,28 mm na escala do produto cartográfico e EP = 0,17 mm na escala do produto cartográfico).
(3) Valor calculado levando-se em consideração os erros existentes nos processos de medição de pontos apoio e de fototriangulação.
(4) Valores do PEC-PCD iguais a 1 equidistância e EP de 3/5 da equidistância do produto cartográfico.
Para o caso de produtos convertidos do meio analógico para o digital, é desejável que esse processo mantenha o padrão original do PEC. Como isso nem sempre é possível, deve-se degradar a classificação do produto cartográfico da seguinte forma:
Se PEC = A, então PEC-PCD = “B” ou “C”;
Se PEC = B, então PEC-PCD = “C” ou “D”; e
Se PEC = C, então PEC-PCD = “D”;
Se PEC = Não disponível, então PEC-PCD = Não disponível.

 

Fonte: EXÉRCITO BRASILEIRO, DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, DIRETORIA DE SERVIÇO GEOGRÁFICO Especificação Técnica para a Aquisição de Dados Geoespaciais Vetoriais (ET-ADGV) Editoração e impressão pela Diretoria de Serviço Geográfico do Exército Brasileiro, 2ª Edição, 09 agosto 2011

 

Este artigo foi dividido em duas partes. Continue a leitura na publicação PEC, o que é e como aplicar? [Parte 1]

 

Contato

Entre em contato conosco para receber uma proposta técnica e comercial adaptada às suas necessidades.

Atendimento em toda a América Latina!

E-mail: laurent.engesat@gmail.com ou engesat@engesat.com.br

Cel: 041 9134 0990 (também whatsapp)

 

 

 

E ai, gostou desta publicação? Deixe um comentário para acrescentar conteúdo ou para iniciarmos uma discussão sobre o tema.

Curta e compartilhe com seus clientes e colegas de profissão!

 

 

 

Esta publicação foi escrita por Laurent Martin, formado em Agronomia e com Mestrado em Sensoriamento Remoto Aplicado no Reino Unido, é responsável pela direção da EngeSat.

PEC (Padrão de Exatidão Cartográfica) do atributo geométrico

A maioria dos produtos cartográficos produzidos até o início da última década do Século XX originava-se de processos óptico-mecânico-manuais. Entre os métodos tradicionais de produção de um documento cartográfico, naquele período, pode-se citar a perfuração dos dispositivos, a orientação manual dos modelos estereoscópicos, a geração dos originais de restituição fotogramétrica em bases celulósicas de poliéster e cronaflex, a elaboração e editoração dos originais cartográficos por intermédio de técnicas de plástico-gravura e a impressão em papel da carta a ser distribuída ao usuário final. Tais métodos ocasionavam diferentes componentes de erro posicional de uma "cadeia de erros" no processo de produção de um documento cartográfico.

Com a evolução tecnológica houve mudanças significativas no processo de produção de um documento cartográfico.

Essas mudanças, por um lado, acarretaram a eliminação de várias fontes de erro inerentes à elaboração tradicional de produtos cartográficos ou mesmo a redução da magnitude de outros tipos de erros, como o caso da determinação dos pontos de campo.

Por outro lado, novas tipos de erros, ainda que em menor magnitude, passaram a existir. O Decreto nº 89.817, de 20 de Junho de 1984, estabeleceu critérios para classificação de cartas quanto à sua exatidão e à distribuição de erros ao longo das mesmas, utilizando um indicador estatístico da qualidade posicional, denominado de Padrão de Exatidão Cartográfica (PEC). Na época, o principal objetivo foi assegurar a exatidão cartográfica do produto analógico, observando as peculiaridades de cada escala de representação.

A evolução tecnológica, a disseminação do conhecimento, a popularização de equipamentos que utilizam dados e informações geoespaciais, e as demandas dos usuários indicaram a necessidade de serem estabelecidos novos padrões de qualidade para os produtos cartográficos. Para atender a estas necessidades, as Especificações Técnicas dos Produtos dos Conjuntos de Dados Geoespaciais (ET-PCDG) definiram os elementos da qualidade para cada tipo de produto.

Entre estes elementos, observando o disposto na norma ISO 19.115, encontram-se os relativos à precisão posicional, onde a precisão absoluta consta como elemento de qualidade da geometria dos dados geoespaciais. Assim o atributo geometria de um dado vetorial, quando produzido para o Sistema Cartográfico Nacional (SCN), e por consequência, para a Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE), deve atender ao padrão da qualidade geométrica ou posicional.

Na tabela abaixo, você pode entender bem o que constitui cada classe do PEC e a relação estabelecida entre escala e precisão de localização [...]

Quadro 1 PEC

Fonte: Decreto Lei 89.817, 1984

[...] a equidistância das curvas de nível em função da escala do mapa [...]

Quadro 2 PEC

[...] e os valore toleráveis de erros de localização conforme a escala do mapa:

Quadro 3 PEC

Quadro 4 PEC

Quadro 5 PEC

Este artigo foi dividido em duas partes. Continue a leitura na publicação PEC, o que é e como aplicar? [Parte 2]

 

Contato

Entre em contato conosco para receber uma proposta técnica e comercial adaptada às suas necessidades.

Atendimento em toda a América Latina!

E-mail: laurent.engesat@gmail.com ou engesat@engesat.com.br

Cel: 041 9134 0990 (também whatsapp)

 

 

 

E ai, gostou desta publicação? Deixe um comentário para acrescentar conteúdo ou para iniciarmos uma discussão sobre o tema.

Curta e compartilhe com seus clientes e colegas de profissão!

 

 

 

Esta publicação foi escrita por Laurent Martin, formado em Agronomia e com Mestrado em Sensoriamento Remoto Aplicado no Reino Unido, é responsável pela direção da EngeSat.

desenvolvido com por Agência de Marketing Digital EngeSat © 2026